| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Passeri |
| Parvordem: | Passerida |
| Família: | Thraupidae |
| Cabanis, 1847 | |
| Subfamília: | Charitospizinae |
| Burns, Shultz, Title, Mason, Barker, Klicka, Lanyon & Lovette, 2014 | |
| Espécie: | C. eucosma |
O mineirinho é um Passeriforme da família Thraupidae. Conhecido também como bavezinho (São Paulo) e vigilante (Minas Gerais).
Seu nome científico significa: Charitospiza eucosma⇒ tentilhão belamente adornado.
Mede cerca de 11,5 cm de comprimento. A espécie possui dimorfismo sexual evidente. Ambos os sexos possuem uma crista, que nem sempre se apresenta eriçada, costas cinzas e uma faixa preta nas laterais das asas. A fêmea é discreta, com a coloração parda. O macho possui a crista, cara e o centro do peito pretos, contrastando com a nuca branca. As laterais do peito são bege/alaranjados e a cauda é preta.
Não possui subespécies.
Como a maioria das aves de sua família, é principamente um comedor de sementes de capim, mas podendo também se alimentar de pequenos invertebrados. Desce ao chão procurando comida, onde se movimenta aos pulos.
Seu ninho é uma tigelinha aberta, construída a pouca altura do solo. A ninhada é de até 3 ovos e os pais se revezam para cuidar do(s) filhote(s).
Varia de incomum a localmente comum em campos cerrados com árvores e arbustos esparsos. Vivem aos pares ou em grupos que podem passar de cinquenta (50) indivíduos, alimentando-se no chão, perto da cobertura de gramíneas, onde se locomove pulando. Na caatinga só raras vezes procura as fontes de água. Também empoleira-se nos arbustos baixos. Aparentemente é mais numeroso em locais onde o cerrado tenha sido recentemente queimado. Canta de madrugada, pousando abertamente na ponta de um galho.
Presente no Maranhão, Piauí, Bahia, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Em Goiás desaparece com o início das chuvas. Em São Paulo provavelmente extinto, ocorria nos campos cerrados, tendo sido registrado em 2002 na Estação Ecológica de Itirapina. Há uma pequena população isolada no Rio Grande do Norte. Encontrado também na Argentina.